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24 de setembro, 19h de Brasília · 19h

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Você pediu cinco referências para a IA. Três não existiam.

Ninguém te ensinou a exigir a prova antes de citar.

Elas vieram bonitas. Autor plausível, revista plausível, ano no lugar certo, volume e página como manda o figurino. Você colou no capítulo 2 e foi dormir.

No dia seguinte foi atrás do texto. O identificador não resolveu. O título não aparecia em base nenhuma. O autor existia, tinha carreira, tinha Lattes, e nunca havia escrito aquilo.

Você teve sorte: descobriu sozinho. Tem gente que descobre com o orientador do outro lado da mesa. Tem gente que descobre na arguição, quando alguém que leu aquele artigo levanta a mão.

A IA serve para pesquisa bibliográfica. O que faltou foi método.

Ficha 001 · exemplo fictício Conferência: 90 segundos

MARTINHO, T. Q.; VASCONCELLOS-GRIMBERG, A. Práticas colaborativas e desempenho no ensino superior brasileiro. Revista de Estudos Educacionais do Atlântico Sul, v. 18, n. 3, p. 45-62, 2021. DOI: 10.5555/2021.0417

O identificador usa o prefixo 10.5555, reservado para testes, e não resolve. O título não aparece no Crossref, na SciELO, na BDTD nem no Google Acadêmico. Autoria e periódico são fictícios, criados para esta demonstração, e qualquer semelhança com nome real é involuntária. Esta referência não sobreviveu a noventa segundos de conferência.


Antes disso, teve o resto

Ficha 002Coleta

Três semanas de garimpo. Oito arquivos baixados, quatro aproveitados. O resto era título bom com texto que não servia, ou texto que servia atrás de um acesso que a sua instituição não tem.

Ficha 003Acúmulo

Quarenta e três arquivos na pasta e nenhum parágrafo escrito. Você renomeou tudo, criou subpasta por tema, grifou de amarelo. E na sexta-feira, quando sentou para escrever, percebeu que não sabia dizer o que nenhum deles defendia. O acúmulo virou paralisia, e a paralisia virou culpa.

Ficha 004Parecer

O parecerista devolveu com uma linha só: faltou literatura recente e internacional. Nenhuma indicação de onde procurar. Você releu o seu capítulo e viu que ele cita muito o que é fácil de achar, e pouco do que é preciso saber achar.

E tem a quarta cena, que quase ninguém conta, porque ela não deixa rastro no navegador: a fonte existe, o texto abre, e o artigo não diz o que a sua frase afirma que ele diz. Essa passa na sua conferência, passa na do orientador, e para na banca.

Você não é lento e não é preguiçoso. Está fazendo à mão, sem ninguém ter ensinado como, um trabalho que tem estrutura e que quase nunca é ensinado com estrutura.

O problema nunca foi falta de esforço. Foi método.


A tese

O garimpo não é o mérito.

Ninguém defendeu uma tese melhor por ter passado três semanas caçando arquivo, nem foi aprovado por ter aberto quarenta abas.

A academia confundiu esforço com valor. É um erro antigo e tem explicação honesta: quem te orienta hoje se formou num tempo em que localizar o material era, de fato, a parte difícil. Ficha de papel, fotocópia, pedido de separata por carta, viagem para outra biblioteca. O garimpo era o gargalo real, então virou sinônimo de seriedade.

Depois o gargalo mudou de lugar. A cobrança, não. Ficou como rito de passagem, por inércia.

O mérito está onde sempre esteve: na pergunta que você formula, no critério que define quem entra e quem sai, na leitura crítica que você faz e na síntese que só você escreve. Essas quatro coisas nenhuma máquina faz no seu lugar. As outras, a máquina abrevia.

A IA não te dá o mérito. Ela te devolve o tempo de exercer o seu.

E tem a segunda parte, que quase ninguém diz em voz alta.

Você não desconfia da IA por bobagem, nem por conservadorismo. Desconfia porque ela já te deixou na mão uma vez, e porque a conta de uma referência inventada não é paga por ela. É paga por você, de pé, na frente de gente que leu mais do que você sobre aquele ponto específico.

Então isto aqui não vem te pedir confiança. Vem te ensinar a não precisar dela.

A base indexada é a fonte da verdade. O Claude é copiloto da decisão. A verificação é a ponte obrigatória entre os dois, e é ela que você vai aprender a atravessar, uma referência por vez.


O método

As Quatro Provas

Nenhuma fonte entra no seu trabalho porque a IA lembrou dela. Ela entra porque passou em quatro provas, nesta ordem, sem pular.

Prova 1

Perguntar

Tema não é pergunta, e pergunta ruim gera busca ruim. Você decompõe o seu tema em população, conceito e contexto, e daí saem os descritores em português, inglês e espanhol, com o vocabulário controlado da base que você vai usar: MeSH no PubMed, DeCS na BVS e na LILACS, que é onde está a produção em português e espanhol, o Thesaurus of ERIC Descriptors na educação, o tesauro próprio do seu campo nas ciências sociais.

O detalhe que quase ninguém sabe: no PubMed, a busca em linguagem natural é mapeada automaticamente para o MeSH, e no instante em que você põe aspas ou asterisco esse mapeamento é desligado. A base passa a procurar literalmente o que você escreveu. O total pode subir ou cair, e em qualquer dos casos o conjunto passa a ser outro, sem nenhum aviso na tela.

Pergunta de controle: a minha pergunta tem população, conceito e contexto, ou é só um assunto?

Prova 2

Colher

Operadores booleanos, truncamento e aspas, com exemplo na tela em vez de teoria no slide. A mesma busca escrita duas vezes, porque a sintaxe muda de uma base para a outra.

Onde procurar: SciELO, PubMed, ERIC e a base indexada da sua área, o repositório institucional, a BDTD para teses e dissertações. E o Portal de Periódicos da CAPES, que não é uma base: é a porta que o seu vínculo abre para as bases assinadas, e é onde a maioria desperdiça acesso que já tem.

Quem colhe é você. O Claude consegue consultar páginas abertas na web, e isso ajuda a checar pista, mas ele não entra com a sua credencial institucional, e tudo o que vier de lá passa pela Prova 3 igual ao resto.

Pergunta de controle: eu busquei onde a literatura do meu campo está, ou onde o buscador me levou?

Prova 3 · o coração

Provar

Uma referência falha de cinco jeitos, e só o primeiro é o famoso:

  1. A fonte não existe. Nada, em lugar nenhum.
  2. A fonte existe e os dados estão trocados: ano, volume, fascículo ou páginas de outro trabalho.
  3. A fonte existe e a autoria está trocada. O trabalho é real, quem assina é outra pessoa.
  4. O identificador não resolve, ou resolve para um item diferente do que a referência descreve.
  5. A fonte existe, os dados batem, e ela não diz o que a sua citação afirma que ela diz.

Os cinco derrubam. Do terceiro em diante, quase ninguém confere.

A rotina é de quatro perguntas por referência:

  1. O identificador resolve e leva ao item que a referência descreve? E quando não existe identificador (livro, capítulo, tese, legislação, documento oficial, periódico antigo), qual é a prova equivalente: catálogo e ISBN para livro, repositório institucional ou BDTD para tese, diário oficial para norma?
  2. O registro aparece na base ou no catálogo, com o mesmo título e a mesma autoria?
  3. Ano, periódico, volume e páginas batem com o registro, e não só com a memória da IA?
  4. O texto sustenta o que a minha frase afirma que ele sustenta?

A quarta é a que quase ninguém ensina, e é a mais frequente na vida real. Ela passa em todas as conferências rápidas, porque o link abre, o arquivo baixa e o nome está certo. Só que o achado era de um subgrupo, ou a conclusão vinha com ressalva, ou o autor estava descrevendo a posição de outro justamente para discordar dela na página seguinte.

Referência que a IA lembrou não é referência. É palpite com cara de citação.

Pergunta de controle: esta fonte existe fora da tela da IA, e diz mesmo o que eu afirmei que ela diz?

Prova 4

Escrever

Você registra o que leu com a localização exata, para a citação nascer rastreável. Depois sai da ficha para o parágrafo, com argumento próprio, em vez de costurar resumo com resumo.

Norma no fim, e norma certa: NBR 6023:2025 para referências, NBR 10520:2023 para citações, ou APA e Vancouver conforme a sua área. Fecha declarando o uso da IA, do jeito que protege você.

Pergunta de controle: este parágrafo é o meu argumento, ou é remendo de resumo dos outros?

Quero participar por R$ 47

Quinta-feira, 24 de setembro, 19h de Brasília


Quem está falando

Felipe Asensi

Eu construí um detector de texto gerado por IA que roda em português, com catálogo forense próprio, e construí os sistemas que consultam ao vivo bases científicas como PubMed, ERIC e SciELO. Passei os últimos anos vendo, registro por registro, onde a máquina acerta, onde ela chuta e onde ela inventa com convicção.

Eu não acho que a IA erra na hora de citar. Eu sei onde ela erra, porque eu medi.

E eu já paguei os erros pequenos, que são os que ninguém ensina porque quase ninguém apanhou deles.

Um exemplo real: o tradutor automático do navegador, aquele que traduz a página sem pedir licença, mutila a sua expressão de busca dentro do campo de pesquisa. Você monta a expressão booleana certa, roda, volta com quase nada e conclui que não existe literatura sobre o seu tema. Existe. O que não existia era o operador, porque o tradutor comeu.

E repare no pior: a base não deu erro. Ela devolveu resultado, que é bem mais perigoso do que erro, porque erro você percebe.

Outro: asterisco dentro de frase entre aspas não trunca em algumas bases. Você acha que truncou, a busca volta menor, e segue sem aviso.

Semanas de trabalho já morreram por causa dessas duas linhas. Ensinar isso custa dois minutos de aula.


O resultado

O que você leva pronto do dia

A aula acontece dentro do seu trabalho, e não sobre a pesquisa dos outros. Traga um tema e trabalhe junto comigo, ao vivo, no ritmo da sala. O que vale é o que estiver salvo no seu computador quando a aula terminar.

  1. A sua pergunta de pesquisa reescrita em formato pesquisável, com população, conceito e contexto separados.
  2. Os seus descritores em português, inglês e espanhol, com o vocabulário controlado da sua área identificado pelo nome.
  3. A sua primeira expressão de busca montada e rodada em uma base de consulta livre (SciELO, PubMed, ERIC ou BDTD, que não dependem de acesso institucional), mais a regra de reescrita para você adaptá-la sozinho às bases assinadas do seu campo.
  4. As primeiras referências do seu tema passadas pelas Quatro Provas, acompanhando a verificação sendo feita na tela, com o registro do que passou e do que caiu.
  5. O caminho da ficha até o parágrafo, feito na sua frente com material real, e o molde para você repetir com as suas fichas.

Sobre o ritmo, para não haver mal-entendido às nove da noite: em duas horas com a sala aberta, eu conduzo o método do começo ao fim e você aplica no seu tema junto comigo. O quanto você avança depende de você chegar com um tema na mão. O que garante o resto da lista é o roteiro de verificação, que você leva para aplicar no restante das suas referências durante a semana.

Uma coisa não está nessa lista, e é de propósito: o capítulo escrito. Duas horas não escrevem o seu referencial teórico, e quem promete isso está vendendo alívio.

O que acaba nessa noite é o bloqueio. Você sai com a pergunta pronta, a busca funcionando, as primeiras fontes conferidas e o caminho até o parágrafo desenhado. Daí em diante é escrever, e escrever com o material na mão é outro trabalho.

Quero participar por R$ 47

Ou o combo com o Clube da Inteligência Artificial, por R$ 190


Antes de decidir

Para quem é, e para quem não é

É para você se

  • Tem qualificação, defesa, submissão ou edital com data marcada e a base bibliográfica ainda está fraca.
  • Já pediu referência para uma IA, levou um susto e desde então não confia mais, mas também não quer ficar de fora.
  • Acumulou material e não consegue começar a escrever.
  • Lê bastante e mesmo assim não consegue transformar leitura em parágrafo.
  • Nunca aprendeu a montar expressão de busca em base indexada, e sente que sempre acha as mesmas cinco coisas.
  • Orienta gente, já cansou de corrigir a mesma falha de referencial toda semana e quer um método para repassar.

Não é para você se

  • Quer referência pronta para colar sem conferir. O método existe justamente para impedir isso, e vai parecer trabalho a mais.
  • Espera que a IA leia no seu lugar. Ela não lê, e a aula inteira parte disso.
  • Procura atalho para não fazer a pesquisa. Aqui o atalho é no garimpo, nunca no julgamento.
  • Quer que alguém escreva o seu capítulo.
  • Precisa de uma revisão sistemática protocolada com PRISMA nesta noite. Isso é outro tipo de trabalho.
Quero participar por R$ 47

Vagas por ordem de chegada


Honestidade

Quatro coisas que eu não vou prometer

Prometer demais é a maneira mais rápida de perder um público que sabe ler.

1. Não vou prometer capítulo escrito em duas horas.

O que acaba nessa noite é o bloqueio, não o referencial. Você sai com material seu na mão e o caminho aberto, e escrever continua sendo trabalho de semanas.

2. Não vou prometer que a IA lê por você.

Você vai ler menos coisa errada, e vai ler melhor, porque chega no texto sabendo o que está procurando e por que aquela fonte entrou na lista. Ler continua sendo o seu trabalho, e é a parte que não encolhe. A quarta pergunta da verificação depende de você abrir o texto.

3. Não vou prometer que toda base do mundo abre.

Base assinada, acervo fechado e portal institucional dependem do seu vínculo, não do meu método. O que eu ensino funciona dentro do que você consegue abrir, mostra lugares abertos que você provavelmente não está usando, e ensina a saber o que ficou atrás do muro, para você não escrever o seu estado da arte como se aquilo não existisse.

4. Não vou prometer referência pronta sem conferência.

A conferência é o produto. Se você quer pular essa parte, este workshop vai te irritar, e com razão.

A oferta

Workshop Pesquisa Bibliográfica com Claude

Bibliografia à prova de banca

Quinta-feira, 24 de setembro de 2026 19h de Brasília · ao vivo e online · cerca de duas horas

Você sai do workshop com o levantamento bibliográfico do seu trabalho montado, e com o método que prova, uma referência por vez, que cada fonte existe de verdade. Dois caminhos: o workshop sozinho, para aplicar por conta própria, ou o workshop com o Clube da Inteligência Artificial completo, para quem quer o arsenal inteiro na mão.

O que você precisa ter, dito antes de falar de preço

Uma conta no Claude. Dá para acompanhar a aula assistindo com a conta gratuita, mas para fazer junto, com conversas longas e envio de arquivos, você vai querer o plano pago. O plano de entrada custa cerca de US$ 20 por mês na cobrança mensal, e fica um pouco mais barato por mês se você optar pela cobrança anual, que é cobrada de uma vez só. Confira o valor vigente na página de planos do próprio Claude antes de assinar, porque ele muda. Você contrata direto com a Anthropic, eu não recebo nada dessa assinatura, e muita gente assina um mês, faz o levantamento e cancela.

O acesso às bases que a sua instituição já te dá, se ela dá. Se não dá, a aula mostra o que fazer com o que é de consulta livre.

Digo tudo isso agora, e não às 19h05, porque custo escondido vira decepção.

Workshop Pesquisa Bibliográfica com Claude

Para quem quer aplicar o método sozinho

R$47 Pagamento no ato da inscrição
  • As duas horas ao vivo, com as Quatro Provas aplicadas do começo ao fim em um caso real, com demonstração em tela feita na hora, e não gravada em laboratório.
  • A demonstração que dá nome ao workshop: referências pedidas do jeito comum, sem método, conferidas na frente de todo mundo. O que sobrevive e o que evapora.
  • A mesma busca feita duas vezes, do jeito comum e com o método, lado a lado.
  • O material de apoio com os prompts do método, um para cada uma das Quatro Provas.
  • O roteiro de verificação em uma página, para imprimir e deixar do lado do computador.
  • Exemplos de humanas e de saúde ao longo da aula.
  • Espaço de perguntas ao vivo no fim, respondidas na hora.
  • Gravação: [[DEFINIR]] se haverá e por quanto tempo ficará disponível.
Quero minha vaga por R$ 47
Escolha da maioria

Workshop + Clube da Inteligência Artificial

Para quem quer resultado mais rápido, com o arsenal completo na mão

R$190 Tudo do workshop, mais o Clube completo
  • Tudo do Workshop Pesquisa Bibliográfica, incluindo os itens do plano ao lado.
  • E todo o Clube da Inteligência Artificial
  • Mais de 55 treinamentos de ferramentas, com novos sendo somados.
  • Imersão Comunicação Acadêmica 4.0.
  • Curso Mendeley básico.
  • Comandos acadêmicos para ChatGPT.
  • Arsenal tecnológico para acadêmicos.
  • Extração das melhores informações no ChatGPT.
  • Preparação para prova de seleção com ChatGPT.
  • Produção acadêmica sobre ferramentas de IA.
  • Guia definitivo de ChatGPT para acadêmicos.
  • 80 prompts de ChatGPT para acadêmicos.
  • 170 prompts de projeto de pesquisa.
  • Robô gerador de temas.
  • Gerador de lucro com IA.
  • Certificado e atualizações.
Quero o combo por R$ 190

A lei dá sete dias de arrependimento a partir da compra. Independentemente disso, eu ofereço a minha própria garantia: se ao fim das duas horas você achar que não valeu, escreva para mim em até sete dias depois da aula e eu devolvo o valor, sem formulário e sem entrevista de saída.

--dias
--horas
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As inscrições ficam abertas até quinta-feira, 24 de setembro, às 19h de Brasília.

Perguntas

O que costuma ser perguntado antes de comprar

Respondido sem rodeio, inclusive quando a resposta é não. A primeira é a que decide tudo. Se a sua dúvida não estiver aqui, escreva antes de comprar, e não depois.

A IA inventa referência. Por que eu confiaria nisso?

Você não vai confiar, e essa é a ideia. A invenção é real, é frequente e tem explicação técnica: quando você pede uma referência de memória, o modelo não consulta catálogo, ele completa padrão. Sai uma coisa com a forma exata de uma referência e o conteúdo de um chute plausível.

O método não pede confiança, impõe prova: nenhuma fonte entra no seu trabalho sem que o identificador resolva (ou sem a prova equivalente, quando é livro, tese ou documento oficial), sem que o registro apareça na base ou no catálogo, sem que os dados batam com o registro, e sem que o texto sustente o que a sua frase afirma. Na aula eu peço referências do jeito comum e confiro na frente de todo mundo, para você ver com o próprio olho o que sobrevive e o que evapora.

Preciso pagar o plano do Claude? Quanto custa?

Para acompanhar assistindo, a conta gratuita dá conta. Para fazer junto, com conversas longas e envio de arquivos, você vai querer o plano pago. O valor está descrito acima, na parte da oferta, com a ressalva de que o preço muda e deve ser conferido na página de planos do próprio Claude antes de assinar. Você contrata direto com a Anthropic e eu não recebo nada por essa assinatura.

Vai ter gravação? Por quanto tempo fica no ar?

[[DEFINIR]] existência da gravação e prazo de acesso. Independentemente disso, o dia ao vivo rende mais, porque é nele que você trabalha o seu tema com a sala e tira dúvida na hora.

O meu campo é diferente do seu. Isso serve para a minha área?

Serve, porque o método trabalha a estrutura da pergunta e a rotina de verificação, não o assunto. O que muda de área para área é o vocabulário controlado e a base: MeSH no PubMed e DeCS na BVS e na LILACS, na saúde; o Thesaurus of ERIC Descriptors, na educação; tesauros e bases próprias em ciências sociais e em direito, onde boa parte do material é livro, capítulo, tese e documento oficial, e a prova de existência é o catálogo, não o identificador.

O que não muda é decompor a pergunta, montar a expressão, provar cada fonte e escrever com voz própria. Na aula eu levo exemplos de humanas e de saúde.

Eu não sou de tecnologia. Vou conseguir acompanhar?

Vai. Não tem instalação, não tem código, não tem programação, não tem configuração. É conversa em português numa janela de texto, com o navegador aberto do lado na base.

O que costuma ser novo não é a parte de tecnologia, é a parte de biblioteconomia: operadores booleanos, truncamento, descritor controlado. E isso é ensinado com exemplo na tela, do jeito que deveria ter sido ensinado na disciplina de metodologia.

Isso substitui a minha leitura?

Não, e não deve. Você vai ler menos coisa errada, porque vai chegar no texto sabendo o que procura e por que aquela fonte entrou na sua lista. Mas a leitura crítica continua sendo sua, e continua custando tempo: a quarta pergunta da verificação é se o texto sustenta o que a sua frase afirma, e ninguém responde isso sem abrir o texto. Quem te prometer o contrário está vendendo conforto.

Usar IA na minha pesquisa é ético? Posso ser acusado de fraude?

As diretrizes editoriais mais usadas hoje (ICMJE e COPE, que boa parte das revistas segue) não proíbem o uso de IA. Elas proíbem a IA como autora e exigem que o uso seja declarado, em métodos, em agradecimentos ou em nota, conforme a exigência da revista ou do programa.

O que derruba trabalho não é usar, é esconder, e é colocar referência sem conferência. As três coisas que este workshop ensina (decidir, verificar e escrever com a sua voz) andam na direção contrária da fraude. Na Prova 4 eu mostro o que declarar, onde declarar e como guardar o rastro do que foi feito.

A minha universidade tem regra própria sobre IA. E aí?

A regra local vence sempre, e a primeira coisa a fazer é ler a norma do seu programa e a da revista para onde você vai submeter. Dito isso, nenhuma universidade proíbe você de formular melhor a sua pergunta, de montar uma expressão de busca melhor, de conferir se uma fonte existe ou de organizar o que leu. Isso é ofício de pesquisa. O que costuma ser restrito é a geração de texto não declarada, e é exatamente sobre isso que a Prova 4 fala com detalhe.

Eu já uso o Claude quase todo dia. Ainda vale?

Usar e ter método são coisas diferentes. O teste é simples: você consegue dizer, agora, quais são as quatro perguntas que toda referência precisa responder antes de entrar no seu texto? E consegue montar uma expressão com truncamento que funcione em duas bases diferentes, sabendo o que muda de uma para a outra?

Se a resposta for sim, você não precisa deste workshop. Se for não, o que você tem hoje é conversa boa com resultado que ninguém auditou.

Já fiz curso de IA e não mudou nada. Por que aqui seria diferente?

Porque curso de IA ensina a ferramenta, e você sai com anotação sobre o programa dos outros. Aqui a aula acontece dentro do seu trabalho: você chega com um tema e sai com a sua pergunta reescrita, os seus descritores, a sua expressão de busca rodada e as suas primeiras fontes conferidas, salvas no seu computador. O critério pelo qual eu aceito ser cobrado é o que está na sua pasta às nove da noite.

Eu já uso um aplicativo que recolhe e organiza material para mim. Preciso disso?

Precisa, e as duas coisas convivem bem. Ferramenta cuida do volume. O workshop cuida do julgamento: qual é a sua pergunta, qual fonte entra e qual sai, o que você aceita como prova de que aquela fonte existe, e se a frase que você escreveu é mesmo sustentada pelo texto que citou.

Sistema nenhum decide isso no seu lugar nem assina o seu argumento. Quem sabe julgar aproveita muito mais qualquer ferramenta depois, porque passa a saber o que pedir e como olhar o que volta.

R$ 47 é barato demais. O que exatamente tem aí dentro?

Duas horas ao vivo com demonstração em tela em cada uma das quatro provas, os prompts do método escritos, o roteiro de verificação em uma página, exemplos trabalhados em áreas diferentes e perguntas respondidas ao vivo.

O preço é de entrada de propósito: workshop barato é a porta da casa, não o produto principal dela, e você fica sabendo disso agora, sem surpresa depois. Se ao fim você achar que foi raso, escreva em até sete dias e eu devolvo.

Qual a diferença entre o workshop sozinho e o combo com o Clube da Inteligência Artificial?

O workshop sozinho, por R$ 47, te dá o método completo das Quatro Provas para você aplicar por conta própria, no seu ritmo, nas suas próximas pesquisas.

O combo, por R$ 190, inclui o workshop inteiro e soma o Clube da Inteligência Artificial: mais de 55 treinamentos de ferramentas, cursos, prompts prontos e material de apoio para o resto da sua rotina acadêmica com IA, não só para a pesquisa bibliográfica. Vale para quem quer o arsenal completo de uma vez, em vez de resolver um problema por vez.

Preciso ter acesso a base assinada, tipo Portal CAPES ou Scopus?

Ajuda muito, e não é obrigatório para acompanhar. Boa parte da demonstração roda em bases de consulta livre (SciELO, PubMed, ERIC, BDTD, repositórios institucionais), lembrando que o PubMed é índice: a busca é livre e o texto completo às vezes está no PMC, às vezes atrás de assinatura.

O Portal de Periódicos da CAPES não é base que se assine, é acesso liberado pelo seu vínculo institucional, e a aula mostra como não desperdiçar esse acesso. Se você não tem vínculo, vai sair sabendo o que existe atrás do muro, para não escrever como se aquilo não existisse.

Vai ter suporte individual depois da aula?

[[DEFINIR]] existência e formato de qualquer suporte após o dia. No dia, sim: as duas horas têm espaço de perguntas e eu respondo ao vivo, então traga a dúvida específica, com o seu tema. O material de apoio e o roteiro de verificação foram escritos para funcionar sozinhos, justamente para você não depender de mim depois.

Preciso já ter tema definido para participar?

Ajuda muito, mas não é obrigatório. A Prova 1 existe justamente para pegar tema vago e transformar em pergunta pesquisável. Se você chegar com um assunto amplo do tipo "quero estudar inclusão escolar", já dá para trabalhar. Se chegar sem nada, acompanha o método pelos exemplos da aula e aplica quando o tema aparecer, e é bem melhor aprender isso antes de acumular quarenta e três arquivos do que depois.

Falta pouco para a minha qualificação. Ainda vale a pena?

Se falta menos de uma semana, o honesto é dizer que o ganho é menor, porque você precisa de tempo para aplicar. Se falta um mês ou mais, esta página foi escrita para você: duas horas agora poupam as três semanas que você ia gastar procurando errado, e evitam a correção de véspera que aparece quando alguém confere as suas referências antes de você.


Fecho

Leve um tema.

Mesmo que ele ainda esteja vago, mesmo que você tenha vergonha do quanto ele está vago. É com o seu tema que você vai trabalhar na quinta-feira, e é ele que vai sair de lá em forma de pergunta, com descritores, com expressão de busca e com as primeiras referências conferidas.

E leve, se tiver guardada, uma referência que alguma IA te deu e que você nunca conferiu. A gente confere ao vivo.

Se você não for comprar, leve isto daqui assim mesmo, porque serve do mesmo jeito: antes de citar qualquer referência que uma IA te deu, faça quatro perguntas. O identificador resolve, ou existe prova equivalente para aquele tipo de fonte? A base ou o catálogo tem o registro? Autoria, ano e páginas batem? O texto diz mesmo o que eu estou afirmando que ele diz? Se qualquer uma das quatro falhar, a referência não entra no seu trabalho.

O garimpo não é o mérito. Você tem coisa melhor para fazer com as suas próximas três semanas.

Ficha 047 Arquivo corrente

Workshop Pesquisa Bibliográfica com Claude
Quinta-feira, 24 de setembro de 2026, 19h de Brasília
Ao vivo e online, cerca de duas horas

Quero minha vaga por R$ 47

Ver os dois planos, incluindo o combo com o Clube da Inteligência Artificial